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eternuridade
Eternuridade, s.f. (do lat. aeternitate por aglutinação com do lat. ternu). Qualidade efémera do que é terno. O que há de eterno no transitório. Afecto muito longo; tristeza suave e demorada. textos e fotos: gouveiamonteiro(at)gmail(dot)com LIGAÇÕES
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26 de junho de 2004


Imagem de uso livre fornecida pelo Barnabé, toca a usar.
.: Publicado por lgm @ 6/26/2004 - 0 Comentário(s)
25 de junho de 2004
Verão cardíaco

Já que - por causa do futebol - me meti a mexer na bandeira, na pátria e na infância, mais vale levar isto até ao fim: mexer na família. As famílias de direita esmagam os indivíduos com protecção, conforto e regras. As famílias de esquerda desperdiçam indivíduos com liberdade, improviso e ideais. Num outro noutro caso, a esmagadora maioria dos progenitores acaba por achar que poderia sempre ter feito diferente. Ser pai é complicado, ser mãe ainda pior.
Com teimosia, dou o benifício da dúvida a Felipão. Acho que é um treinador que usa bem as duas mãos. Ora ama, ora disciplina os jogadores. Sabe que as famílias servem apenas para ajudar as pessoas. Quanto aos casmurros métodos dos últimos 18 meses, defendo com optimismo que esteve esse tempo todo a trabalhar a equipa não-Porto, para ter 23 possíveis titulares. Sabendo que teria sempre operacional, já pronta, a espinha dorsal de Mourinho. Ao mesmo tempo, viu crescer os mais novos e tomou conta dos cada vez mais caprichosos meninos de ouro. Foi um bom político, um bom pai. Ensinou a sonhar e a fazer.
A um mês do europeu, houve finalmente um vento de frescura. Foi de direita durante um ano e meio, mas agora é de esquerda porque, como diz o Barnabelo (link em baixo - tenho sono), muda a realidade. Faz substituições a 30 minutos do fim e não tem pânico de vencer. Estava claro que isto só lá ia com um sotaque enriquecido de Brasil - com a Língua. Porque depois das vitórias até se apanha lixo com a boca.
Como todas as coisas que se escrevem antes de ir para a cama, este post é uma irrestível insensatez. Vão idignar-se mais uns quantos amigos-de-direita-que-acham-que sou-do-bloco e outros tantos amigos-de-esquerda-que-acham-que-sou-um-beto. O Pessoa tem um poema que fala disto, de não estar nem dentro nem fora; viver na soleira da porta. Do centro não sou, garanto. É só que quando sinto que uma nova personagem me habita, abato-a.
.: Publicado por lgm @ 6/25/2004 - 0 Comentário(s)
24 de junho de 2004
Um dedo nas nuvens

Hélder Postiga assassina Fernando Mamede. O país continua o mesmo, mas não tem medo de ser feliz. Que se lixe a realidade, eu até 20 estádios fazia para ver a alegria mágica do Cristiano Ronaldo.
.: Publicado por lgm @ 6/24/2004 - 0 Comentário(s)
23 de junho de 2004
Vergonha alheia

É o constrangimento que se sente quando se assiste ao despudor de terceiros. É quando se vê alguém alguém a fazer, com candura, mal a si próprio. Como quando se vê a Moura Guedes a apresentar um jornal e nos incomoda a nós - e não a ela - o triste espectáculo do ridículo. Ninguém está a salvo da vergonha alheia, é por isso que é preciso saber que ela existe.
.: Publicado por lgm @ 6/23/2004 - 0 Comentário(s)
22 de junho de 2004
HASH(0x8ac7844)
Your soul is WILLFUL. You are determined and a little reckless, and you do whatever you want to do. You have strong opinions and are not easily swayed, and your headstrong resolve is not easily countered. You have few regrets. People find your refusal to go down without a
fight formidable, and they respect you for it. You are a proud and content soul.


What Is Your Soul's Trait?
brought to you by Quizilla

Já agora, para não encher isto com ainda mais testes tontos, ficam já a saber que no da patologia mental sou Narcisista.
.: Publicado por lgm @ 6/22/2004 - 0 Comentário(s)
21 de junho de 2004
Mais do que a vida

A minha gestação aconteceu durante o verão quente, à sombra de uma imensa bandeira vermelha, na Berlenga. Também por isso, a minha mãe ensinou-me, antes de tudo, o tesouro mais difícil do mundo: a Liberdade. (Com isso hipotecou uma boa parte da sua saúde mental, lamento, mas não há mães impunes.) Prezo esse tesouro mais do que a própria vida. Tenho a mãe que quero e às vezes nem a mereço. Quem ousar sequer duvidar acertará contas comigo.
.: Publicado por lgm @ 6/21/2004 - 0 Comentário(s)
20 de junho de 2004
Razões de ser Tuga
Grande jogo. A manta que roubei num vôo da Ibéria e que tenho a tapar os reflexos da janela vai ficar na minha memória para sempre. Tal como ficou a janela da vó Lena no europeu de 84. A janela dava para a entrada da casa da Rua Augusta. Do outro lado estavam as plantas da minha avó, à esquerda da porta de entrada. Nenhum ar condicionado consegue produzir este tipo de temperatura de fim de tarde. Nem se pode descrever o cheiro húmido da relva numa língua que não venha do Latim.
Parece que vamos para o intervalo empatados. Não faz mal, gosto das duas bandeiras, cantei os dois hinos e estou a ver o jogo com o meu irmão espanhol. Este verão reconciliei-me com a minha bandeira, a de Portugal. Graças à psicanálise de Scolari agora não a vejo como símbolo de nada senão do meu país. Já não a acho fascista, é só a bandeira dos Tugas. Uso-a para dar as boas-vindas às suecas e demais europeus que me aparece na boca de metro ao lado de minha casa. A jogar como nesta primeira parte não me importa perder. Será uma derrota gloriosa, como a de 84, contra França. Aqui, no meu bairro: o Lumiar.
Gosto deste Porto enriquecido. Porque eu só quero isto: ser o Brasil da Europa. Esta merda é toda nossa. Olé, olé.
.: Publicado por lgm @ 6/20/2004 - 0 Comentário(s)
Olha:
Uma das minhas memórias mais longínquas e a mais remota no que diz respeito ao futebol é do europeu de 1984. Lembro-me de vários jogos como se fossem um só, de várias vitórias e da gloriosa derrota contra a França. Lembro-me do ambiente, da excitação, deste calor mágico dos fins de tarde e da salinha de ver televisão na casa grande da Rua Augusta. A televisão estava no mesmo móvel que tenho agora na sala, onde o vô Zé guardava as receitas, na primeira gaveta. Lembro-me muito bem do Chalana e do Jordão - finalmente percebo que talvez tenha sido por causa do Jordão que comecei a ser do Sporting. O meu país és tu.
.: Publicado por lgm @ 6/20/2004 - 0 Comentário(s)
19 de junho de 2004
Ângulo Morto

Animação: Blind Vision
.: Publicado por lgm @ 6/19/2004 - 0 Comentário(s)
Calice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

Como beber dessa bebida amarga
Tragar a dor, engolir a labuta
Mesmo calada a boca, resta o peito
Silêncio na cidade não se escuta
De que me vale ser filho da santa
Melhor seria ser filho da outra
Outra realidade menos morta
Tanta mentira, tanta força bruta

Como é difícil acordar calado
Se na calada da noite eu me dano
Quero lançar um grito desumano
Que é uma maneira de ser escutado
Ese silêncio todo me atordoa
Atordoado eu permaneço atento
Na arquibancada pra a qualquer momento
Ver emergir o monstro da lagoa

De muito gorda a proca já não anda
De muito suada a faca já não corta
Como é difícilo, pai, abrir a porta
Essa palavra presa na garganta
Esse pileque homérico no mundo
De que adianta ter boa vontgade
Mesmo calado o peito, resta a cuca
Dos bêbados do centro da cidade

Talvez o mundo não seja pequeno
Nem seja a vida um fato consumado
Quero inventar o meu próprio pecado
Quero morrer do meu próprio veneno
Quero perder de vez tua cabeça
Minha cabeça perder teu juízo
Quero cheirar fumaça de óleo diesel
Me embriagar até que alguém me esqueça

Letra e Música: Gilberto Gil e Chico Buarque
.: Publicado por lgm @ 6/19/2004 - 0 Comentário(s)
Estuda pequena

E quando quiseres manda-me um toque que eu ligo-te.
.: Publicado por lgm @ 6/19/2004 - 0 Comentário(s)
18 de junho de 2004
.: Publicado por lgm @ 6/18/2004 - 0 Comentário(s)
16 de junho de 2004
Aviso à navegação

Vamos lá ver se a gente se entende. As pessoas que neste sítio são referidas (sem nomear) ou fotografadas (sem mostrar) não existem. São apenas imagens, não têm correspondente físico porque existem apenas na minha cabeça. Como imaginam, a eternuridade não existe, é uma ficção, produto da imagimação. Eu próprio - e não só aqui - sou apenas uma personagem. Como poderia alguém habitar um sítio onde tudo corre bem por decreto? Isto não é a vida, é um blog.
.: Publicado por lgm @ 6/16/2004 - 0 Comentário(s)
Punk da velha escola
The Sex Pistols
Old school punk! You just say what you have to say
regardless of what everyone else thinks!
You're one of my most favourite types of
music... You're raw and uncut! You're
surrounded by hype...just don't let it make you
go insane...


What genre of rock are you?
brought to you by Quizilla
.: Publicado por lgm @ 6/16/2004 - 0 Comentário(s)
15 de junho de 2004
Apenas só

A evolução, a natureza, nós próprios e o nosso orgulho, são tudo uma e a mesma coisa. A realidade exige-nos que sejamos capazes de mudar o corpo e de fazer saltos de 30 metros. A natureza exige ser vencida, obriga-nos a ter barbatanas. Desafia-nos, desde sempre, a aprender a voar, a derradeira vantagem competitiva. É uma viagem que se faz com gosto, mas que se acaba e começa sozinho. Apenas só, apenas isso.
.: Publicado por lgm @ 6/15/2004 - 0 Comentário(s)
14 de junho de 2004
O Verão é de viagens

O Minho está muito verde. O Homem estava à temperatura ideal. A mercedes ficou à sombra e os moços casaram-se. Uma em cada duas janelas tem bandeira.
.: Publicado por lgm @ 6/14/2004 - 0 Comentário(s)
.: Publicado por lgm @ 6/14/2004 - 0 Comentário(s)
13 de junho de 2004

Há uma série de coisas que só se vêem no escuro.
.: Publicado por lgm @ 6/13/2004 - 0 Comentário(s)
12 de junho de 2004
Ponto de vista da bandeira
.: Publicado por lgm @ 6/12/2004 - 0 Comentário(s)
11 de junho de 2004
Choque Moral
É mais barato do que o choque fiscal. Estruturalmente é menos significante, mas é melhor do que nada. Pois acontece que vivo aqui o ano inteiro e, se tenho que levar com a neura, também quero a minha dose de mania. Até às meias-finais, até à final, até ver, este é um daqueles verões em viramos espanhois, argentinos ou italianos. Felizes e confiantes, como o calor.
.: Publicado por lgm @ 6/11/2004 - 0 Comentário(s)
A tensão

Baixei a última guarda. Talvez as volte a subir, por vezes, mas nunca tão alto. O trânsito de Saturno vem a calhar. Vou passar dois anos a pagar portagens e o resto da vida em via verde.
.: Publicado por lgm @ 6/11/2004 - 0 Comentário(s)
10 de junho de 2004
Uma ova

A natureza montou a coisa por forma a resolver o problema dos valores com a idade. Mesmo que nunca se chegue a acreditar no bem e no mal pode levar-se bem a vida escolhendo apenas entre o melhor e o pior.
.: Publicado por lgm @ 6/10/2004 - 0 Comentário(s)
9 de junho de 2004

A vida tem poucas imagens por segundo. Maior parte das vezes nenhuma. Adormeço com mais grão do que acordo, mas com mais luz e melhor definição.
.: Publicado por lgm @ 6/09/2004 - 0 Comentário(s)
8 de junho de 2004
Auto-esquina

(continua)
.: Publicado por lgm @ 6/08/2004 - 0 Comentário(s)
7 de junho de 2004
Queria ser Luís e não louco




Faça você também Que
gênio-louco é você?
Uma criação de O Mundo Insano da Abyssinia


.: Publicado por lgm @ 6/07/2004 - 0 Comentário(s)

Por acaso, mas como se impunha, libertei o meu futuro dos ditames dominicais da taróloga Maia. O meu tema astrológico foi finalmente analisado em consulta psíquica conduzida pelo único verdadeiro especilista na matéria que conheci até hoje. Aconselho os seus serviços, o médico das estrelas deve passar pela eternuridade um destes dias, quem estiver interessado numa consulta pode deixar os contactos nos comments.
Os resultados da consulta são extraordinários. Confirma-se o signo Escorpião, ascendente Leão e Lua em Touro. São três bichos poderosos que, neste conjunto, se equilibram e ajudam. É uma boa equipa. Passaram os últimos 10 anos em trabalhos, "até aqui isto não tem sido fácil", diagnosticou-se. Mas, daqui para a frente, o mapa das minhas estrelas mostra apenas rolhas de garrafas de espumante a saltar. Eu sabia que isto havia de correr tudo bem.
.: Publicado por lgm @ 6/07/2004 - 0 Comentário(s)
5 de junho de 2004
Público?

Sou obrigado a consultar órgãos de informação que habitualmente não leio para saber do conflito que decorre no interior do jornal que leio, entre o director, a editora da secção de política e o Conselho de Redacção. No próprio Público, nem uma palavra. Acho isto totalmente incompreensível. A censura é, desde logo, inútil: posso facilmente obter por terceiros as informações que me são ocultadas. Mas, ao mesmo tempo, ao saber apenas por outros de acontecimentos relativos ao funcionamento interno do Público que manifestamente me interessam, sinto violada a relação de confiança ao longo dos anos estabelecida entre mim e o jornal.
Esta bizarria deriva, creio, de uma lógica comercial segundo a qual o jornal, sendo uma empresa, não deve publicar nada que possa prejudicar a sua imagem. Como lógica comercial, é uma burrice. Mas como concepção da comunicação social, que hoje em Portugal está generalizada, é pior que isso. Em última análise, se o jornal não tem critérios editoriais que definam o que deve ser notícia independentemente de uma dada concepção do interesse imediato da empresa, o jornal reduz-se a um produto comercial como qualquer outro. Isto não é aceitável. As democracias liberais não funcionam sem uma informação plural e independente – tanto do Estado como dos grandes grupos económicos –, pelo que a imprensa não pode ser a voz do dono.
Pessoalmente, não desejo ler um jornal que não respeite critérios de serviço público. Nem um jornal assim pode chamar-se Público.

Post roubado n'A Praia
.: Publicado por lgm @ 6/05/2004 - 0 Comentário(s)

És a luz que entra ao fim do dia no meu quarto e se deita na cama feita, sempre 2 minutos mais tarde do que ontem.
.: Publicado por lgm @ 6/05/2004 - 0 Comentário(s)
2 de junho de 2004
Sentado na Vida

"Encontra algo que gostes de fazer e não trabalharás um único dia da tua vida."

A Filosofia é a única ciência com futuro garantido. Mesmo que acabe a história, desempregando historiadores e cientistas. Ainda assim, onde ainda houver vida haverá sempre a necessidade de lhe dar algum sentido.
.: Publicado por lgm @ 6/02/2004 - 0 Comentário(s)
1 de junho de 2004
Importam-se

de me ler a sina, por favor?
.: Publicado por lgm @ 6/01/2004 - 0 Comentário(s)

Não existe matéria. Quando a ciência acabar de descascar a última cebola e chegar à mais derradeira das partículas vai confirmar que procurou uma coisa que não existe; que nada existe enquanto matéria. No fim de tudo, no infinitamente pequeno, existe apenas energia, um esforço dinâmico, mas diáfano. Nada existe enquanto matéria, nada é tão sólido que nos sustente. Nada me pode levar para fora de mim. Nem para dentro. Nem para dentro.
.: Publicado por lgm @ 6/01/2004 - 0 Comentário(s)
CAIXA NEGRA
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