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eternuridade
Eternuridade, s.f. (do lat. aeternitate por aglutinação com do lat. ternu). Qualidade efémera do que é terno. O que há de eterno no transitório. Afecto muito longo; tristeza suave e demorada. textos e fotos: gouveiamonteiro(at)gmail(dot)com LIGAÇÕES
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5 de junho de 2004
Público?

Sou obrigado a consultar órgãos de informação que habitualmente não leio para saber do conflito que decorre no interior do jornal que leio, entre o director, a editora da secção de política e o Conselho de Redacção. No próprio Público, nem uma palavra. Acho isto totalmente incompreensível. A censura é, desde logo, inútil: posso facilmente obter por terceiros as informações que me são ocultadas. Mas, ao mesmo tempo, ao saber apenas por outros de acontecimentos relativos ao funcionamento interno do Público que manifestamente me interessam, sinto violada a relação de confiança ao longo dos anos estabelecida entre mim e o jornal.
Esta bizarria deriva, creio, de uma lógica comercial segundo a qual o jornal, sendo uma empresa, não deve publicar nada que possa prejudicar a sua imagem. Como lógica comercial, é uma burrice. Mas como concepção da comunicação social, que hoje em Portugal está generalizada, é pior que isso. Em última análise, se o jornal não tem critérios editoriais que definam o que deve ser notícia independentemente de uma dada concepção do interesse imediato da empresa, o jornal reduz-se a um produto comercial como qualquer outro. Isto não é aceitável. As democracias liberais não funcionam sem uma informação plural e independente – tanto do Estado como dos grandes grupos económicos –, pelo que a imprensa não pode ser a voz do dono.
Pessoalmente, não desejo ler um jornal que não respeite critérios de serviço público. Nem um jornal assim pode chamar-se Público.

Post roubado n'A Praia
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