<$BlogRSDURL$>
eternuridade
Eternuridade, s.f. (do lat. aeternitate por aglutinação com do lat. ternu). Qualidade efémera do que é terno. O que há de eterno no transitório. Afecto muito longo; tristeza suave e demorada. textos e fotos: gouveiamonteiro(at)gmail(dot)com LIGAÇÕES
.: www.luisgouveiamonteiro.com
.: A Natureza do Mal
.: Mar Salgado
.: Lita
.: Lito
.: Físico Prodigioso
.: Rua dos Ferreiros
.: Domingo à tarde
.: A minha afilhada
30 de março de 2006
.: Publicado por lgm @ 3/30/2006 - 2 Comentário(s)
A natureza anda nisto há muito tempo.
.: Publicado por lgm @ 3/30/2006 - 0 Comentário(s)
23 de março de 2006
.: Publicado por lgm @ 3/23/2006 - 0 Comentário(s)
22 de março de 2006
A próxima estação
É a coisa mais importante deste mundo, não se fala de outra coisa. A chegada da nova estação é mais importante do que a guerra e as opiniões. Não há maneira de impedir a chegada de uma nova estação. Tenho grandes esperanças para este Verão. O Verão passado foi de agradecimento, quase não fui à praia. Estava tudo a arder, tanta coisa para fazer. Era neste Verão, no que vai chegar, que eu contava renascer. Vou fazer um filme na Primavera.

É preciso gostar muito de uma palavra para a escrever com maiúscula. O diogo diz que na rede não se pode escrever com maiúsculas.
.: Publicado por lgm @ 3/22/2006 - 4 Comentário(s)
20 de março de 2006
O tratamento do silêncio
É preciso tratar o silêncio, o silêncio tem cura.
.: Publicado por lgm @ 3/20/2006 - 4 Comentário(s)
Coisas geram coisas #1
Ao fim do dia é sempre claro que a vida nos faz tantas festas quantas festas a gente lhe faz. Sem contar com as festas que a gente a impede de fazer. O inimigo não é a vida, não é o mundo, não é a sociedade nem sequer as convenções. O inimigo está infiltrado, são as prisões interiores. Quem está contente, está contente mesmo que chova. Há pessoas infelizes no verão. "Grande mal é insultar o mundo."
.: Publicado por lgm @ 3/20/2006 - 0 Comentário(s)
18 de março de 2006
"Temos tudo, queremos mais."
Rodrigo Mello Rego
.: Publicado por lgm @ 3/18/2006 - 0 Comentário(s)

A vantagem do cinema é a de se poder escolher o tempo que faz lá fora

Já sei qual é o cinema que eu quero fazer. Gostaria de levar ao limite a ideia de que o cineasta é um demiurgo, alguém que cria (queria) um mundo. Assim, os actores serão todos meus filhos. Será necessário fazer primeiro os filhos e passar umas décadas a escrever e a planificar os filmes. Depois, quando estiveram ambos crescidos, é só começar filmar.
.: Publicado por lgm @ 3/18/2006 - 1 Comentário(s)
16 de março de 2006
Levanta-te e cai

O que nos safa, aqui no subúrbio, é que a gente gosta tanto de cair como de se levantar. Não há normalidade posssível no subúrbio. As coisas ou são muito boas ou são muito más. Nas frestas do cimêncio ou nascem flores ou há mijo de cão. Não há normalidade possível no subúrbio. Eu estou óptimo, por amor de deus não me perguntem se estou bem. (talvez continue)
.: Publicado por lgm @ 3/16/2006 - 1 Comentário(s)
15 de março de 2006
Vocês também não estão fartos de só se conseguirem ver ao contrário? Está na hora de começar a trocar os velhos espelhos por ecrãs.
.: Publicado por lgm @ 3/15/2006 - 1 Comentário(s)
11 de março de 2006
A minha escola secundária

Hoje matei um aforismo. Fui jantar ao sítio onde fui feliz. Não só foi bom como no fim ainda fomos beber um copo.
.: Publicado por lgm @ 3/11/2006 - 2 Comentário(s)
9 de março de 2006
ES Lumiar: 25 anos

Uma sombra, ainda que sentada, é incapaz de mover uma cadeira da baloiço

Hoje fui outra vez à minha escola secundária. Estou um pouco anémico e cheio de coisas para levantar do chão para me meter nestas montanhas-russas emocionais, mas no geral até estou bem de saúde e de qualquer maneira agora passo a vida em estabelecimentos de ensino, o que só me faz bem. À conta da memória do pessoal da calçada, que permitiu reconstituir os factos que levaram ao furto das sapatilhas da menina do terceiro, pediram-me para lá ir participar num "workshop" em que seis ex-alunos de várias profissões, cada um na sua banca, responderam às perguntas que os alunos tiveram para lhes fazer. A procura foi escassa, mas a inicitiva um sucesso. Acho que cada ex-aluno falou com um ou dois interessados em saber mais sobre a respectiva profissão. Mas bastava que tivessem falado apenas com um. Só o engenheiro aeronáutico não recebeu solicitações. É muito fácil invejar a juventude alheia. Dizer "ah, se eu tivesse 18 anos". Difícil é acabar a frase. Nunca ninguém nos diz o que faria diferente, nos explica como vai ser o futuro. Nunca ninguém acaba de dizer "se eu soubesse o que sei hoje".
Com a responsabilidade que me foi investida pelo gabinete de psicologia da ESL, que faz esta semana 25 anos, aconselhei a que façam tudo ao contrário de mim: estudem tanto e até tão tardem quanto possível e pensem muito bem no que se vão meter antes de aceitar a entrada no mercado de trabalho. Nenhum trabalho do mundo se compara ao entusiasmo de estudar com prazer. A escola faz 25 anos, esta sexta há um jantar. Os meus serviços, complementados com uma pequena participação na emissão de rádio-amador organizada pelo professor-performer Jorge Guimarães, valeu-me um pin, que ostento na lapela. Como aqueles tipos que andaram no colégio militar, mas mais patafísico. Quem quiser ir ao jantar comunique por mail aqui para este vosso blog de homenagem às freguesias do lumiar e da ameixoeira, das lavadeiras até ao estádio do sporting.
.: Publicado por lgm @ 3/09/2006 - 1 Comentário(s)
3 de março de 2006

.: Publicado por lgm @ 3/03/2006 - 1 Comentário(s)
2 de março de 2006
A telha

Sei que estou na maior quando me dá muito gozo ir ao talho. Sei que estou com uma telha valente quando nem cinema me apetece. A TV é a única coisa que se que consegue não-fazer na cama (ou no sofá ou até ao computador). O raio de acção, literalmente o número de passos que me consigo afastar do centro da minha casa, encolhe para o mínimo possível. Sabe-se que uma telha é boa quando imediatamente se lembra que a telha é uma cena química, que umas vezes nos faz acordar contentes e outras nos obriga a uma sucessão de dias tristes. Ou seja, a telha é uma coisa que passa, que vai embora. Pode ser combatida ou alimentada. Mas atenção: eu acabo de vir do talho e o talhante, que também se chama luís, ainda hoje me perguntou, com um brilho nos olhos, se o lombo de porco recheado de farinheira estava bom e se tinha chegado para os dez. Obedecendo a uma tradição familiar respondi que lá em casa chega sempre para todos, pode é não sobrar. O cidadão da modernidade tardia quando tem uma telha faz alguma coisa com ela.
.: Publicado por lgm @ 3/02/2006 - 1 Comentário(s)
A mensagem está a passar
As últimas pessoas que cá vieram dar pelo google pesquisaram "ser imortal" e "brincadeiras preferidas de rapazes e raparigas". Tu és o que vem no google?
.: Publicado por lgm @ 3/02/2006 - 3 Comentário(s)
CAIXA NEGRA
Setembro 2003 :: Outubro 2003 :: Novembro 2003 :: Dezembro 2003 :: Janeiro 2004 :: Fevereiro 2004 :: Março 2004 :: Abril 2004 :: Maio 2004 :: Junho 2004 :: Julho 2004 :: Agosto 2004 :: Setembro 2004 :: Outubro 2004 :: Novembro 2004 :: Dezembro 2004 :: Janeiro 2005 :: Fevereiro 2005 :: Março 2005 :: Abril 2005 :: Maio 2005 :: Junho 2005 :: Julho 2005 :: Setembro 2005 :: Outubro 2005 :: Novembro 2005 :: Dezembro 2005 :: Janeiro 2006 :: Fevereiro 2006 :: Março 2006 :: Abril 2006 :: Maio 2006 :: Junho 2006 :: Julho 2006 :: Agosto 2006 :: Setembro 2006 :: Outubro 2006 :: Novembro 2006 :: Dezembro 2006 :: Janeiro 2007 :: Fevereiro 2007 :: Março 2007 :: Abril 2007 :: Maio 2007 :: Junho 2007 :: Julho 2007 :: Outubro 2007 :: Dezembro 2007 :: Janeiro 2008 :: Março 2008 :: Abril 2008 :: Maio 2008 :: Junho 2008 :: Julho 2008 :: Agosto 2008 :: Setembro 2008 :: Outubro 2008 :: Dezembro 2008 :: Fevereiro 2009 :: Março 2009 :: Abril 2009 :: Maio 2009 :: Agosto 2009 :: Setembro 2009 :: Novembro 2009 :: Dezembro 2009 :: Janeiro 2010 :: Fevereiro 2010 :: Maio 2010 :: Dezembro 2010 :: Setembro 2012 :: Dezembro 2012 :: Janeiro 2013 :: Novembro 2014 ::